Dia do professor

Ser professor é uma grande missão, mas transformar essa relação em amizade consideramos um verdadeiro dom. Neste dia do professor teríamos muitas pessoas que trocaram experiências conosco para agradecer, mas escolhemos um professor/mestre/amigo para assim simbolicamente homenagear a todos que fizeram a diferença em nossas vidas.

Seguindo a nossa viagem pelo sul da Itália, depois de Positano chegamos em Perúgia  (região de Umbria) para visitar e aprender mais um pouco com o nosso professor do P.A.R.T.I – Andrea Pioppi – que nos recebeu maravilhosamente bem e cheio de energia para nos mostrar coisas novas e dividir conosco 48 horas de experiências saborosas.

Vamos precisar aqui de alguns posts para contar tudo o que vivemos por lá…nos acompanhe nos próximos dias….Porque além de conhecer Il Forno di Pioppi, uma panetteria, pasticceria e pizzeria de propriedade da família Pioppi, visitamos a Università dei Sapori e é claro comemos muito bem e nos divertimos….

 Aí vai um dos importantes ensinamos do mestre Andrea Pioppi – “Muito mais que pão! Aqui existe sabedoria, humildade e oportunidade para cada um criar a sua história!”

E agora curta nosso profe em ação brasileira:

Literalmente com a mão na massa

Delícia de resultado

Grazie do Brasil

Itália Mediterrânea

Voltamos para os momentos na Itália falando um pouco da gastronomia mediterrânea que surgiu há quatro mil anos, e é considerada uma das mais ricas, naturais e saborosas além de ajudar na prevenção de doenças. Isso se deve porque há muito tempo, os mediterrâneos – povos que habitam a costa do mar mediterrâneo na África, Ásia e Europa – preferem o azeite (extraído das azeitonas que sempre foram fartas nas terras áridas da região) à manteiga.

Outro fator de grande influência é a escassez de campos de pastagem na costa, o que faz com que a carne e o leite se tornem produtos caros e de pouca rotatividade por aqui, ao contrário dos peixes e frutos do mar.

Uma saborosa massa da Costa Amalfitana

O clima quente da região também contribui na profusão de frutas e vegetais que são muitos consumidos tanto frescos quanto secos.

No entanto, a cozinha mediterrânea saudável é composta por generosas quantidades de fibras, proteínas vegetais, vitaminas e minerais.

Os pilares que sustentam os benefícios da dieta mediterrânea são:

1. o azeite de oliva

2. o trigo

3. as verduras

4. os legumes.

Expandindo as experiências

Para não cansar da Itália vamos ao Expand, um lugar super badalado na Barra no Rio de Janeiro. São dois andares de adega, uma perdição em busca da harmonização mais adequada para o jantar. São vinhos de todas as nacionalidades, uvas e preços. Uma escolha divertida entre os mais de 2 mil rótulos distintos, de cerca de 16 países, entre tintos, brancos, espumantes e vinhos de sobremesa.

Um ambiente aconchegante e requintado que além de uma boutique de vinhos abriga um restaurante que oferece um cardápio de influência franco-italiana.

Expand Wine Barra já é uma marca consolidada por aqui e reconhecida como sinônimo de bons vinhos. Mas a delícia mesmo é poder circular entre tantas garrafas, conversar neste universo e comer em mesas com tampos que remetem a caixas de vinhos.

Vista do segundo andar

A experiência gastronômica propriamente dita começa com uma combinação de pães, o qual mais se destacou foi um aromatizado de alecrim. Seguiu com uma sopa de batata baroa que estava deliciosa.

A batata baroa é nativa dos Andes e cultivada em toda a América do Sul, aqui também é chamada de: mandioquinha, mandioquinha salsa, batata-aipo.

E aí veio a melhor parte…ler o cardápio, bom nem preciso dizer que tinham opções interessantes. Mas o grande momento era descobrir: o que comem os badalados cariocas entendedores de vinhos?

 Mãos a obra – vamos agora saber que sabor tem estes pratos.

Escolhemos uma salada para experimentar e o prato principal e a sobremesa para comparar com pratos que você teve a oportunidade de saborear em ANTEPRIMA.

 

Salada de pêra com folhas verdes, nozes e presunto parma

Nhoque de abóbora com cavaquinha

E de sobremesa optamos pelo crème brûlée para finalizar o jantar. Podemos revelar com a maior alegria e sem modéstia ou mais  delongas que:

…Nosso nhoque de abóbora é DEZ

O nosso crème brûlée é SUCESSO, é IMBATÍVEL, é nota MIL.

Não fique de fora do retorno – ANTEPRIMA DE CHICAFUNDÓ

Positano de Salvatore

Feriado para desfazer as malas e relembrar – Positano – um retrato de toda a beleza e charme italiano. A cidade fica na Costa Amalfitana, bem na região de Campania/Salerno, entre duas montanhas e uma praia.

 A melhor maneira de se conhecer a cidade é andando por suas ruas e ruelas, um verdadeiro labirinto na encosta íngreme onde Positano se fixou com suas casas coloridas e encantadoras, mas como tínhamos pouco tempo e um dos grandes objetivos de vir até aqui era vivenciar novamente o aconchegante Restaurante Il Ritrovo comandado pelo chef e proprietário Salvatore Barba, solicitamos o serviço oferecido pelo restaurante – uma van que nos pegou no hotel e nos levou até Montepertuso.

Sim o restaurante fica no Montepertuso (Monte Furado) uma das três montanhas perfuradas do mundo, uma vila da cidade de Positano, localizada na parte superior da cidade. Segunda a lenda este lugar foi onde se travou a lendária batalha entre a Virgem Maria e o Diabo, isso não se sabe ao certo, mas o que podemos afirmar é que por aqui Salvatore faz uma verdadeira maravilha com os frutos do mar frescos diretos do Mar Mediterrâneo, além de ser um exemplo em suas estratégias mercadológicas.

Um lugar para se sentir em casa…tem dois gostosos ambientes – a cantina e a terraço com um vista deslumbrante e como não era um lugar desconhecido, simplesmente chegamos e pedimos ao Chef Salvatore: “Faça o que você quiser, estamos aqui para saborear”

Tudo começou por uma deliciosa entrada de frutos do mar, seguido de gambero rosso (camarões vermelhos ao bafo), bruschettas e uma panelada de frutos do mar com uma combinação de especiarias em meio a crustáceos, mexilhões, lulas, camarões etc e tal acompanhado de pão com alho. A dupla de sobremesa fechou com chave de ouro: panacota com redução de frutas vermelhas e tiramisù de laranja.

Além de dar aulas no local e promover o dia da cata aos cogumelos no bosque, Salvatore desenvolve alguns vinhos e licores que  nos ofereceu para finalizar – licor de nozes e limoncello.

Vinho Il Ritrovo

É uma experiência pra lá de especial e o melhor disso tudo é que ficamos sabendo que na sua próxima viagem ao Brasil Salvatore virá a Porto Alegre e o convite já foi efetivado para dar uma aula no CHICAFUNDÓ. Você realmente não poderá perder este momento.

Tartare de frutos do mar

Já de volta para casa – em terras brasileiras, mais precisamente gaúchas – ANTEPRIMA DE CHICAFUNDÓ está finalizando os últimos detalhes para a abertura do BISTRÔ CHICAFUNDÓ junto à loja REFÚGIO URBANO, na Bordini, 232. Mas durante este período do fim das obras nós continuamos contando as gostosas experiências que vivemos nas últimas semanas….

Contaminadas com os frutos de mar do Mediterrâneo damos um voltinha ao Rio de Janeiro para contar para vocês a experiência gastronômica vivida no restaurante japonês Manekineko, no Casa Shopping na Barra da Tijuca, o legal foi a cortesia que recebemos – este saboroso tartare de salmão, atum, peixe branco, com salsinha e molho doce. E como você que acompanha os nossos menus já sabe, nós adoramos esta ideia de tartare….

O tartare surgiu por influência do boeuf tartare, criado em Paris, esse prato é baseado em uma receita russa chamada bitki. Consiste em um prato de carne de boi picada, servida crua temperado com sal, pimenta, cebola, alcaparras e ovo cru. Também conhecido como steak tartare, começou a fazer sucesso no Brasil a partir da década de 60.

Conta-se que essa primeira receita surgiu da necessidade de conservar a carne antes do advento do congelador ou, pelo menos, torná-la comestível por mais tempo sob o disfarce aromático de especiarias. Desde a Idade Média, a carne picada era misturada a condimentos para ser transportada sob as selas de cavaleiros tártaros, por isso o nome steak tartar.

A grande novidade é que agora no CHICAFUNDÓ teremos também uma companheira que está se especializando em sushis e sashimis….então vamos também incubar essa ideia de uma noite de culinária japonesa em ANTEPRIMA DE CHICAFUNDÓ. O que você acha da ideia?

Limoncello + pizza

Foi apenas um dia em Sorrento, um lugar com milhares de cafés, bares e restaurantes que vendem de tudo, desde um sanduíche tostado com presunto e mussarela, até um almoço completo que você levaria três horas para comer. E é claro que não deixamos passar foi a pizza e muito Limoncello.

Como havíamos comentado a origem do Limoncello é até hoje competida entre três populações: Sorrento, Capri e Amalfi.

Em Sorrento a história narra que as grandes famílias do início de 1900, sempre recebiam seus ilustres convidados com uma receita tradicional que revelava o verdadeiro sabor da bebida.

Em Capri dizem que o licor nasceu no início de 1900, em uma pequena casa de hóspedes da ilha Azzurra, onde uma senhora cuidava um jardim de limões e laranjas e seu sobrinho, durante o período do pós-guerra, abriu um bar perto da casa e a especialidade do bar era o licor de limão feita com a velha receita da vovó.

Nosso passeio pela Gruta de Azzurra

Já em Amalfi, há quem acredite que a bebida tem origens mais antigas, quase associada ao cultivo de limão.

Ainda há outros que acreditam que Limoncello era utilizado no período da manhã por pescadores e camponeses para lutar contra o frio, já lá nos períodos de invasão. Outros, ao contrário, defendem que a receita nasceu no interior de um convento monástico para deliciar os monges entre uma oração e outra.

Talvez, nós nunca saberemos a verdade, exceto pelo fato de que a bebida tradicional amarela cruzou as fronteiras de décadas e hoje podemos estar aqui sentadas em Sorrento nos deliciando com esta maravilhosa bebida que reproduziremos em Porto Alegre – Rio Grande do Sul – Brasil – CHICAFUNDÓ.

Próxima parada Sorrento

Por nós ficaríamos dias e dias ainda falando da Sicília, mas o restante da Itália também foi deslumbrante, por isso vamos seguir viagem – saímos de Taormina para Roma, lá pegamos o Leonardo Express do aeroporto até a estação Termini – a estação central de trens de Roma – e seguimos para Sorrento na região da Campania – foi necessária uma baldiação em  Nápoles. Aí Napoli! Encantadora Napoli!!!!

Chegamos em Sorrento já no fim do dia, mas com uma missão – aprender a fazer Limoncello para o CHICAFUNDÓ.  Este delicioso licor de limão começou a ser produzido aqui no sul da Itália, especialmente na região do golfo de Nápoles, na costa Amalfitana e nas ilhas de Ischia e Capri, com produção também na Sicília e na Sardenha.

O Limoncello é uma fusão perfeita entre sabor, cor e as raspas de limão com a tradição e a criatividade de Sorrento, é feito com limão, álcool, água, açúcar, paciência e precisão – e depois de mais ou menos três meses de maceração o tradicional licor amarelo estará pronto para ser saboreado gelado como aperitivo ou digestivo, antes ou após as refeições.

 A origem do Limoncello tem três diferentes versões dificultando que se consiga saber ao certo sua procedência, mas uma coisa todos concordam, que o melhor limão é oval e original de Sorrento que deve ser produzido em uma de suas áreas municipais que vai de Vico Equense em Massa Lubrense a ilha de Capri.

O sistema de cultivo é  típico e tradicional na região, em que a técnica mais utilizada consiste em cultivar as plantas sob uma estrutura feita de varas de castanheiro superior a três metros. Para assegurar a maturação dos frutos, o tronco é protegido das condições atmosféricas. A colheita é realizada a mão, no período de fevereiro a outubro, porque o contato direto dos limões com o solo tem de ser evitada.

E  foi com base nestas informações que ANTEPRIMA DE CHICAFUNDÓ foi a caça do tesouro de Sorrento e descobriu o simpático Sr. Gigi de uma tradicional  fábrica de limoncello que nos ensinou seus segredinhos para o preparo do licor que logo, logo você poderá degustar no BISTRÔ CHICAFUNDÓ